É impossível falar de jogos de corrida nos anos 90 sem mencionar F-Zero. Principalmente, sendo um dos primeiros jogos a acompanhar o console Super Nintendo no Japão e no resto do mundo. Vendeu milhares de cópias e ensinou ao mundo a proposta nintendista. Projetado pelo mestre Shigeru Miyamoto, o jogo cativa muito com seu visual futurista, pistas de trajetos malucos, muita velocidade e trilha sonora empolgante.
Capa do jogo
A mecânica do jogo apresenta sinais do que viria a ser o Super Mario Kart. Jogadores se digladiando em pista, procurando jogá-los nas muretas eletrificadas, minas explosivas, retardatários, nas caixas de areias e tirando proveito dos aceleradores.
Para quem é de outro mundo ou muito novo pra ouvir falar disso, é como uma Corrida Maluca futurista. Aliás, os irmãos Wachowski devem ter bebido dessa fonte para produzir a versão live action de Speed Racer. Só que não deu nada certo.
Corrida Maluca
Cena de Speed Racer, o filme
História: 6/10
Sim, apesar de não ficar nada evidente, o F-Zero possui uma história de fundo. No ano de 2560, os figurões multimilionários da época reúnem seus investimentos para organizar a Formula 1 interplanetária do futuro: o F-Zero. A partir daí, surgem os mercenários pilotos, dispostos a correr até a morte.
Escolha da nave a pilotar...
Infelizmente, esse pedacinho de história não é visto no jogo. Apenas no manual que acompanhava o jogo, junto de uma mini-HQ...
Design: 9/10
O visual é fantástico pra sua época. Através duma nova tecnologia referenciada como "Mode 7 Scrolling", o jogo consegue simular a perspectiva 3D, sem precisar renderizar um único polígono. Isso você observa em momentos, como quando executa as curvas quanto nas batidas e giradas da sua nave.
Inversão da perspectiva
As pistas, já mencionadas, foram muito bem planejadas. Dão um desafio cada vez maior com o aumento dos obstáculos e de suas versões e ligas mais complexas.
Pra completar, temos os fantásticos desenhos de cenários e naves que dão um climão de futuro apocalíptico, de uma corrida por suas vidas. Certamente influenciou os outros jogos futuristas que seguiram nessa década.
Visual dark
Som: 8/10
A trilha é um dos pontos fortes. Nostálgica e nem um pouco cansativa, mesmo em seus eventuais loopings, que se encaixam perfeitamente com a temática futurística. Não tem medo de utilizar todos os efeitos para derrapadas, explosões e charges.
Em 1992, foi lançado um álbum com a OST de F-Zero em outra roupagem ao estilo Jazz. Confira uma das faixas:
Jogabilidade: 9/10
Aí que a coisa pega. Confesso que toda vez alugava esse cartucho, durante a infância, tinha dificuldade em encarar as maiores dificuldades. Precisava de um par de horas pra pegar completamente o controle, estudar o padrão de algumas pistas para encaixar a curva perfeita sem ser atrapalhado pelos retardatários. E isso sempre foi desafiante e divertido. Valia tanto o aluguel, que era comum estender os dias de aluguel. Paciência! Dicas simples: não acelere em curvas, utilize os botões L e R para facilitar as curvas. Fique de olhos nos trajetos da pista para ativar os turbos em grandes retas.
Atenção às curvas
Avaliação: 8/10
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